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CONGRESSO INTERNACIONAL

DOS 400 ANOS DA PRESENÇA AÇORIANA NO MARANHÃO

HISTÓRIA, CULTURA E IDENTIDADE

DIAS 23, 24 E 25 DE OUTUBRO DE 2019  

SÃO LUÍS - MARANHÃO - BRASIL

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CONGRESSO INTERNACIONAL DOS 400 ANOS DA PRESENÇA AÇORIANA NO MARANHÃO

HISTÓRIA, CULTURA E IDENTIDADE.

Em abril de 1619 o Maranhão recebeu cerca de 200 casais açorianos. Ao longo dos tempos várias outras levas de ilhéus chegaram por aqui, desse modo, cerca de seis mil açorianos vieram para o norte do nosso país no Século XVll.  Os primeiros chegaram trazidos por Jorge Lemos Bittencourt e Simão Estácio da Silveira, sendo que este seria o primeiro presidente da Câmara do Senado e que em alguns anos mais tarde escreveria o livro: “Relação das cousas do Maranhão”, em que relata nossas belezas naturais e demonstra as oportunidades que o Maranhão oferecia para aqueles que quisessem viver aqui. 

A chegada desses colonos transformou a vida de São Luís, que deixou de ser apenas um simples quartel das tropas portuguesas, para se transformar em um povoamento de fato. Ressalte-se que os  primeiros povoadores do Maranhão não eram portugueses do continente, mas sim, luso açorianos, que trouxeram com eles sua cultura, arquitetura, seus costumes, artesanato e tradições, que ao longo dos séculos foram se perdendo. Ainda no século XVII esses açorianos também foram povoar outras cidades, além de São Luís, principalmente, Alcântara e Icatu, que ainda hoje guardam reminiscências desse importante período colonial.

Com o passar dos séculos, nós fomos perdendo nossas raízes açorianas, assim como eles também foram abandonando seus vínculos históricos conosco, mas foram eles que após a partida dos franceses, acabaram tomando conta do Maranhão e passaram a ser a maioria da nossa população. Diga-se de passagem que até tempos atrás nossos antepassados ainda falavam das ilhas às quais pertenciam no Arquipélago dos  Açores, fato que podemos comprovar por meio dos registros deixados em seus testamentos datados dos Séculos XVl e XVll.

Perdido no meio do Oceano Atlântico, o arquipélago dos Açores é formado por nove encantadoras ilhas vulcânicas, lugar de um povo hospitaleiro e solidário, predominantemente católico, que tem no turismo, na pesca e na agricultura suas principais receitas.  No século XV caracterizava-se com uma região de fronteira frágil e distante do poder imperial, mas os que lá chegavam um dia tomariam o destino do além-mar.

 Os portugueses começaram a povoar as ilhas oceânicas por volta de 1430, em seguida os flamengos, bretões e africanos também participaram desse processo de povoamento. Ressalte-se que os judeus habitaram os Açores, depois de serem expulsos no início do Século XVl, da Europa continental, por não aceitarem a conversão ao catolicismo; lá eles foram bem recebidos e tratados como iguais e suas capacidades foram aproveitadas e integradas à sociedade local. Atualmente os Açores constituem uma Região Autônoma da República portuguesa, com presidente e legislativo próprios, sua Constituição prever o  poder de fazer leis e executar suas políticas públicas no âmbito territorial regional.    

Quando comemoramos o IV Centenário da imigração açoriana no Maranhão, apesar de muito ter sido esquecido ao longo desses quatrocentos anos e das mudanças significativas acontecidas nos dois lados do atlântico, ainda hoje é possível enxergar a presença das heranças trazidas pelos primeiros povoadores nas nossas festas juninas, casas construídas na zona rural da ilha, carnaval e principalmente na festa do divino espírito santo que até hoje está presente em várias cidades do nosso estado.  É fundamental que preservemos a nossa história pois foi dessa etnia que descendemos, todos nós maranhenses. Maranhão e Açores são irmãos, pois tem no seu povo uma origem em comum.

PAULO MATOS

Membro da Academia Icatuense de Letras-AILCA

 

CONFERENCISTAS E PALESTRANTES CONFIRMADOS

PAULO TEVES
DIRETOR REGIONAL DAS COMUNIDADES - AÇORES
SIDÓNIO BETTENCOURT
RÁDIO E TELEVISÃO PORTUGUESA - RTP
REGIS ALBINO
CASA DOS AÇORES DO RIO GRANDE DO SUL
SÁLVIO DINO
ACADEMIA MARANHENSE
DE LETRAS
ANANIAS MARTINS ALVES
FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO MARANHÃO
ANA LÚCIA COUTINHO
FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA
RAIMUNDO MOACIR MENDES FEITOSA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
ARLETE ASSUMPÇÃO MONTEIRO
PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
MARINA ROSSETTI
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA FAZENDA NOVA
JOSÉ RIBAMAR DE SOUSA ALMEIDA
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO
SÉRGIO LUIZ FERREIRA
CASA DOS AÇORES DE SANTA CATARINA
LUIZ NILTON CORRÊA
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SANTA CATARINA
AUGUSTO CESAR ZEFERINO
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SANTA CATARINA
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO
RAIMUNDO MEIRELES
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO
PAULO MATOS
COMISSÃO FUNDADORA DA CASA DOS AÇORÇES DO MARANHÃO
FRANS GISTELINCK
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE LOUVAN
ROGÉRIO MEDEIROS
CASA DOS AÇORES DE SÃO PAULO
PAULO TEODORO DE MATOS
INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA - ISCTE
EDSON BUSCH MACHADO
INSTITUTO INTERNACIONAL JUAREZ MACHADO
FRANCISCO DO VALE PEREIRA
NÚCLEO DE ESTUDOS AÇORIANOS - UFSC
EUGES SILVA DE LIMA
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO
LÉLIA PEREIRA NUNES
ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS
JHONATAN ALMADA
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO MARANHÃO
INEZ GARBUIO PERALTA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
 

LOCAL

Dia 23 de Outubro

Abertura

Auditório Nauro Machado

Convento das Mercês

Dias 24 e 25 de outubro

Palestras e conferências

Espaço Casa Portugal

Convento das Mercês

CONTATOS

Comissão Fundadora da Casa dos Açores do Maranhão

Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina

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